Reajuste da Energisa Rondônia: o que muda na tarifa e por que a conta ficou mais cara a partir de dezembro
Reajuste da Energisa Rondônia: o que muda na tarifa e por
que a conta ficou mais cara a partir de dezembro
O reajuste anual das tarifas da Energisa
Rondônia entrou em vigor em 13 de dezembro de 2025 e elevou o custo da energia
para residências, comércios, indústrias e produtores rurais no estado. A medida,
homologada pela ANEEL, costuma ser o principal “marco” de virada de patamar na
conta de luz em Rondônia — e serve como termômetro do peso de custos setoriais,
encargos e repasses regulados.
O que foi decidido e a partir de quando vale
A ANEEL aprovou o reajuste tarifário anual
da Energisa Rondônia com vigência a partir de 13/12/2025. Para o consumidor,
isso significa que as faturas emitidas depois dessa data passam a refletir o
novo valor da tarifa.
O reajuste é calculado a partir de
componentes regulatórios (Parcela A e Parcela B), com repasses de custos do
setor e atualização da remuneração da distribuidora conforme regras de
regulação econômica.
Quanto subiu: efeitos por tipo de consumidor
Os percentuais variam por classe. No
recorte de baixa tensão (onde estão a maioria das residências e pequenos
negócios), o efeito médio foi de 15,01%.
Na classe residencial (B1), o reajuste foi
de 14,64%. Já comércio e serviços (B3) ficaram em 18,86%. Na indústria em baixa
tensão, o índice informado foi de 17,96%. Para consumidor rural (B2), 13,17%.
No conjunto do mercado atendido pela
distribuidora, a ANEEL apontou reajuste médio de 15,72%, e indicou também um
índice mais alto na média tensão (18,49%), onde se concentram parte das cargas
empresariais e operações maiores.
Por que percentuais diferentes coexistem no mesmo reajuste
A tarifa final não é um número único. Ela
depende do nível de tensão, da estrutura tarifária e do perfil de consumo. Além
disso, parte do reajuste reflete custos setoriais e encargos que se distribuem
de forma distinta entre segmentos, respeitando a metodologia regulatória.
Rondônia no bolso: impacto em famílias e empresas
Na prática, o reajuste anual tende a
aparecer mais forte em períodos de maior consumo — como meses de calor, quando
ar-condicionado e refrigeração puxam o kWh. Em Rondônia, esse efeito é
relevante para residências e também para pequenos comércios.
Para empresas, o reajuste pressiona custos
operacionais e reduz margem, especialmente em atividades intensivas em energia
(refrigeração, serviços com climatização, oficinas, pequenas indústrias e parte
do agro).
O que observar em 2026: tarifa, bandeiras e soluções de
mercado
Mesmo após o reajuste, a conta pode oscilar
para cima ou para baixo ao longo do ano, conforme o acionamento das bandeiras
tarifárias (que adicionam custo variável em períodos de geração mais cara).
Do lado do consumidor, cresce a tendência
de profissionalização do planejamento energético: gestão de carga, eficiência
e, em alguns perfis, geração própria por energia solar — agora com cálculos
cada vez mais finos por causa das regras de uso da rede na geração distribuída.
Visão de futuro: energia em Rondônia como tema econômico
permanente
Com mais eletrificação de serviços,
digitalização do varejo e aumento da demanda por conforto térmico, energia
deixa de ser apenas despesa e passa a ser variável estratégica no orçamento das
famílias e no custo das empresas.
Em 2026, o debate tende a permanecer forte:
regulação, qualidade do fornecimento e alternativas tecnológicas (como solar e,
mais adiante, baterias) devem continuar no radar de consumidores e
investidores.
Fontes e referências
· ANEEL — “ANEEL aprova reajuste
tarifário anual da Energisa Rondônia” (09/12/2025).
https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/noticias/2025/aneel-aprova-reajuste-tarifario-anual-da-energisa-rondonia
· CanalEnergia — “ANEEL homologa
reajuste médio de 15,72% das tarifas da Energisa RO” (09/12/2025).
https://www.canalenergia.com.br/noticias/53333989/aneel-homologa-reajuste-medio-de-1572-das-tarifas-da-energisa-ro