
Energia solar em 2026: consumidores de GD passam a pagar 60% do ‘Fio B’ — e o cálculo muda em Rondônia
Em 2026, a transição do marco legal da
geração distribuída avança: consumidores com sistemas solares conectados à rede
passam a pagar 60% do chamado ‘Fio B’, parcela relacionada ao uso da rede de
distribuição. A mudança é gradual, prevista em lei, e altera a forma como o
retorno econômico do solar é percebido ao longo do tempo — inclusive em
Rondônia.
O que é o ‘Fio B’ e por que ele existe
No setor elétrico, parte do valor pago na
conta está ligada ao uso da rede (distribuição). A geração distribuída reduz
compra de energia, mas continua dependendo da rede para compensação e fluxo.
O marco legal estabeleceu uma transição em
que novos sistemas passam a contribuir progressivamente com componentes
tarifários ligados ao uso da rede, evitando subsídios cruzados crescentes.
O que muda em 2026: 60% na transição
A progressão publicada no noticiário
setorial indica que, em 2026, a cobrança vinculada ao ‘Fio B’ na GD chega a 60%
para os consumidores enquadrados na regra de transição.
Na prática, isso não elimina a economia do
solar, mas recalibra o cálculo: parte do que era compensado integralmente passa
a ser parcialmente cobrado como uso da rede.
Rondônia: como isso afeta famílias e pequenos negócios
Em Rondônia, a energia solar ganhou força
como resposta a pressão na conta de luz e busca de previsibilidade. Com a
transição do ‘Fio B’, o mercado tende a valorizar ainda mais projetos bem
dimensionados e consumo compatível com a geração.
Para empresas, a decisão deixa de ser
apenas ‘instalar para reduzir conta’ e passa a incluir gestão de perfil de
carga: quanto mais a energia for consumida no mesmo horário em que é gerada,
maior tende a ser o benefício econômico.
O papel do autoconsumo e da demanda por baterias
Com cobrança maior sobre a compensação via
rede, cresce o interesse por maximizar autoconsumo. Isso aumenta a conversa
sobre armazenamento — principalmente em aplicações comerciais e em horários de
consumo concentrado.
O que observar em contratos e simulações
A transição do ‘Fio B’ convive com
reajustes anuais e bandeiras tarifárias. Por isso, simulações precisam considerar
cenários e não apenas um mês de conta.
O mercado tende a incorporar mais
transparência: detalhamento de premissas, sazonalidade de consumo e regras de
compensação por classe tarifária.
Visão de futuro: maturidade do solar e integração ao
sistema
A tendência de 2026 em diante é o solar
caminhar para integração mais sofisticada ao sistema elétrico: conexão,
qualidade de energia, controles e armazenamento.
Para Rondônia, isso abre espaço para
inovação local, mas também exige diálogo técnico para reduzir conflitos sobre
capacidade da rede e critérios de conexão.